sábado, 4 de julho de 2015

Na ventania

Caminho ate a varanda esta fazendo muito frio la fora... olho pro céu e percebo que esta vindo uma grande tempestade. Continuo segundo e escolho ir até o hipica, preciso olhar os cavalos. O céu esta cinza e os ventos estão cada vez mas fortes.
Quando olho ao longe ... lá está ela, linda como uma domadora de cavalos , montado no seu alazão, ela cavalga com firmeza e doçura e percebo o quanto ela forte, uma fortaleza disfarçada em torre de cristal. Ela se aproxima e quase soltando do animal ela me diz sorrindo " Virou meu capatás agora? (rindo)... abaixo a cabeça e digo Não princesa só fiquei preocupado com a senhorita nessa ventania toda que se aproxima!
Ela se desbruça do animal solta e o prende na hipica e disse, jogando seu longos cabelos ao vento! "Se preocupou a toa , todos aqui sabem que em época de ventania eu e o calibre adoramos cavalgar! sentir o vento a chuva, tudo isso nos faz bem! cuida da sua vida querido, ela sim é importante!..... Ah sim! já que esta aqui, alimente o calibre e o guarde, ele esta cansado!"
Digo sim senhora a ela e simplesmente não entendo, como ela consegue ser tão distante e tão próxima! nesse momento sinto os pingos da chuva em mim, pensando nela corro na sua direção, ele veste uma blusa branca que com a chuva acaba que por desenhar seus seus sutiãs e isso me deixa paralisado! Olho fixo pra ela , ela sorrir com desdém e diz "Mas o que foi agora? algum problema com o calibre? " respondo : não senhora! é....é que só vim avisar que esta chovendo, a senhora não pode tomar chuva! desculpe!" ... Ela continua seguindo toda molhada e linda, entra em seu carro e diz pra mim " Obrigada amor" e pisca o olho pra mim! tão doce e meiga que me derreto inteiro.
Volto a hipica e começo a cuido do Calibre me lembrando dela, sorriu bobo e penso "Obrigada amor", sua voz tão doce e firme, como ela, me sinto bobo. Na manhã seguinte acordo cedo e apronto o calibre na esperança de ve la novamente, ms nada com sucesso, ela não é de repetir nada, não ira vim aqui. Volto a tarde pro jardim e a vejo sorrindo , ela desce na minha direção, passa por mim e simplesmente age como se eu não estivesse ali, baixo a cabeça e penso " idiota'.  Ela se quer olhou pra mim, nem ao menos me cumprimentou!? 
A noite a ventania começa. chuvas muito intensa, e estou em casa, pensando nela, no seu jeito, e me sinto um idiota, ela só foi gentil comigo, nada mais que isso. Então lembro dela ter me dito que em tempos de ventania, ela  e o seu cavalo gostam de cavalgar. Dou um pulo da cama, e sem que ela me perceba, vou ate ao campo e la a encontro, cavalgando ... sorrindo feliz.. linda...Deusa... cavalgam sobre a luz da lua e seus compassos são alinhados , fico bobo e nem sinto a chuva me molha, Em todo território do campo ela cavalga e sorrir, e isso me deixa louco!
Enquanto a observo percebo que ela fugiu da minha vista, e fico ali parado a espera, é quando eu sinto ela atras de mim ,ainda montada dizendo :" De novo por aqui? Ta me vigiando? entre!! ". Eu me viro olho pra ela e digo quase meio sem jeito : A senhorita cavalga tão bem, que fico tentando em ve la .... não se sinta incomodada por minha presença.  Ela ainda montava me diz  "De qualquer forma, não o autorizei  me vê, isso é algo pessoal, cavalgo em noites de ventania pra espantar a dor, gosto de fica sozinha, não faça parte disso."  E sai montada no seu cavalo , em uma velocidade feroz e rude.
Durante toda a madrugada e vejo cavalgar , e me pego pensando, o que será que tanto a feri que ela precisa dos ventos para levar pra longe? Mulher ferida por dentro que sangra sem ninguém saber"



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