Não tive resposta, fiquei muda e parada, tudo aquilo era tão novo e ao mesmo assustador que apenas abaixei a cabeça e disse - Espero que os principais não te peguem por aqui, eles já se foram ,mas sempre que podem eles limpam isso aqui! e dei as costas a ele. Senti que ele me olhava enquanto seguia corredor a dentro, de repente ele sussurra baixinho, mas que pelo silêncio acabei ouvindo, e dizia : -" Eu vi minhas fotos ali!", fiquei totalmente fria, meu Deus, ele viu as fotos, mas continue seguindo, entrei em meu quarto e comecei a lembra de tudo que tinha acontecido, e sem respostas tentei achar uma explicação dele fazer isso, até que simplesmente cai no sono.
Quando amanheceu , fui direto falar com meu pai, sobre o que tinha acontecido na noite passada, estava confusa e ele como tudo sabe poderia me explicar o motivo dele estar ali, quem o autorizou!?. Entrei na sala e meu pai já estava em pé me esperando sorrindo serenamente, eu um pouco irritada e confusa disse - Pai! Quem autorizou ele a entrar no salão principal? o senhor é tão rígido com isso,como podes deixar? ele foi firme em suas palavras, não suporto a ousadia desse rapaz , me explica por favor!! Sorrindo meu pai me pós em seu colo e simplesmente me disse: - " Filha não foi ninguém que autorizou a entrada dele, a verdade é que ele é ousado mesmo, e invadiu o salão principal pela porta dos fundos, e diante dessa tamanha ousadia não vi o porque proibi-lo,o admiro por isso. " eu retruquei - Mas pai? isso não é certo, faça alguma coisa! e pulei do seu colo como uma menina mimada, então meu pai serio respondeu - " Não adianta fazer birra moça, e nem querer mandar no percurso das coisas, não vou proibi lo de visitar a sala, e só quem pode dizer o que é certo ou não é sou eu! Aprenda isso!" . Sair da sala quase chorando, e fui passear pelo jardim pra ao menos tentar esquecer um pouco essa loucura toda.
Estava um sol lindo , então desce para ver as flores, olhava cada uma com amor e observava a grandeza de seus detalhes e toda a sua beleza. Foi quando perto da fonte ,um canteiro cheio de rosas lindas, o encontrei ali parado um pouco distante e rindo, olhei para ele e ele em seguida baixou a cabeça e disse "TARDE!", eu sabia que era ele, conheceria aquele sorriso de longe, fingi que não o reconhece e o cumprimentei da mesma forma, continuei caminhando, e ele lá parado me olhando em cada movimento meu, parecia que não tinha nada melhor pra fazer, ele tinha que cuidar do jardim, mas não ao invés disso ficou ali parado parecendo um bobo me olhando. Quando estava subindo as escadas e ele me chamou docemente , e pior pelo meu nome... -" Catarina! " ... fiquei irritada com sua ousadia, como ousar me chamar pelo nome? ele ta pensando o que? ,olhei para ele que com uma simples e pequena flor na mão ,a estendia para mim e disse - " É PRA VOCÊ, é pequena eu sei, mas ainda cresce,é só coloca la naquele jarro vazio que está no salão!" . Todos pararam para olhar aquela cena, fiquei sem jeito, e apenas fria disse "- Não gosto de rosas pequenas,guarde as pra você, e se ela não está no salão é porque lá é lugar de rosas naturais,por favor volte ao trabalho! e segui deixando o sem graça e totalmente magoado, aquilo me feriu por dentro, mas achei muita ousadia dele agir daquela forma na frente de todos, quem ele pensa que é?! ora essa...
Na mesma noite percebe que meu pai rondava meu quarto,mas pra minha surpresa ele não entrou, fiquei pensando o porque dele nem ao menos foi me da uma bronca pela forma ridícula que tinha me comportada a tarde. Enfim fui dormir... Na manhã seguinte quando me sentei a mesa, meu pai estava serio e calado, foi quando pra quebrar o silêncio o perguntei docemente - Pai? porque não entrou no meu quarto ontem? eu o vi rondando a minha porta, o que houve? , meu pai me olhou fixamente nos olhos e disse : -" Não entrei Catarina,pois não queria ouvir de você o que já tinha visto a tarde, a forma como tratou aquele pobre jardineiro me magoou bastante,não foi assim que crie você,não foi pra isso". e se calou, fiquei calada durante alguns minutos ,ate que responde - Não tive escolha pai! o senhor sabe que aqui dentro de mim,fiquei mal por telo tratado assim, mas eu não podia deixa lo agir daquela forma comigo, ele foi muito ousado e arrogante! e mas o que pensariam de mim? ,Meu pai se levantou da mesa, deu alguns passos e me olhou dizendo :-" AH! Catarina! eu bem soube como você ficou mal, mas aquele rapaz não foi arrogante, ele apenas foi gentil com você, e você não soube enxergar isso, e sobre o que pensariam de você? Nada! e sabe porque nada? porque quando agimos da maneira certa, as pessoas não podem dizer nada, você já deveria ter aprendido isso! Agora envergonha lo como você fez, isso nem de longe te torna melhor do que ele em nada, estou muito decepcionado! Uma pequeno gesto sempre é mas nobre, a grandeza das pessoas não estão no que ele possui e sim pelos seus atos, aquela pequena flor é tão grande, pena que você não vai enxergar isso!"
Fui para o meu quarto pensando nas palavras que meu pai tinha me dito, fiquei pensando no que ele queria me dizer com isso, mas não consegue resposta alguma. Depois de alguns dias apos tudo isso, meu pai não tocava mas no assunto do ocorrido, havia um silêncio enorme entre nos sobre isso, e a unica coisa que conseguia me lembrar era das suas ultimas palavras " Aquela pequena flor é tão grande, pena que você não vai enxergar isso!", aquelas palavras me partiam ao meio, e me deixava confusa, meu pai sempre me ajudou a entender , e dessa vez simplesmente esta calado, não conseguia entender, e por isso ficava cada dia mas doente e triste, adoece sem saber sua resposta, ele me visitava todos os dias, mas não tocava no assunto e aquilo me entristecia mas, poxa meu pai sabe de tudo, ele sabe porque estou assim, mas mesmo assim ainda prefere o silêncio.
Passado algumas semanas, e eu ainda estava doente, resolve caminhar um pouco la fora, ha dias em que não saia de casa, estava tudo escuro, parecia que vinham uma grande chuva, fazia muito frio, então me agasalhei e sair, enquanto caminhava, comecei a me lembrar do jardineiro, e como sabia que meu pai no alto da sua janela me observava, pede pra poder tornar a velo, passei quase 2:00 horas a espera do jardineiro, mas nem sinal dele, a casa onde ele morava estava com as luzes acesas , mas nem sinal dele, irritada com aquela situação voltei pra casa, entrei no meu quarto e cheia de pergunta comecei a chorar, minutos depois senti meu pai ali me abraçando, incrível mesmo eu sendo mimado e mal criada, ele sempre cuida de mim, então abraçado comigo, ele passou a mão em meu cabelo e disse "dorme filha! tá frio lá fora, bons sonhos!", e saiu batendo a porta do meu quarto!
Fiquei deitada na cama, pensando como meu pai sabia da minha doença e mesmo assim não me respondia, ele sabia de todas as minhas perguntas ele sabe que só ele podia me responder mas simplesmente se calava agia como se não soubesse de nada, aquilo me matava por dentro e me deixava ainda mas doente. Então na tarde seguinte, me arrumei e fui ao encontro do meu pai, e como já imaginava ele estava me esperando com uma chave na mão, entrei o abracei bem forte e disse o quanto o amava, ele então também respondendo o quanto me amava, segurou minha mão e disse venha filha tem algo a lhe mostrar, caminhamos lado a lado, enquanto caminhávamos, eu olhava para meu pai e para a chave, tentando entender pra onde íamos e o pra que daquela chave! até que ele rindo me disse, "Catarina! Catarina! sempre ansiosa, não sabe minha filha que pra cada coisa existe um tempo?" eu sorrir e disse sim pai! sei que tem! , então paramos enfrente a uma porta, o som do outro lado da porta era ensurdecedor, ele me deu a chave e disse :"ABRA"!, mesmo não entendo nada, o obedece, abrir a porta, e fiquei impressionada, meu salão principal estava de reformas, ele então se abaixou segurou em minhas mãos e disse - " Filha! entendes agora o porque do meu silêncio? eu sempre soube da suas feridas, mas pra que elas fossem curadas, era necessário que você fica-se um tempo sozinha, e durante esse tempo, andei cuidando desse cantinho tão especial pra você, sei que ainda não acabei mas já começou e isso é o que importar!". Eu fiquei parada com os olhos cheios de lágrimas, estava emocionada de mais pra falar, nada saia dos meus lábios, apenas abracei bem forte meu pai! Mas aquela reforma toda não resolvia a minha principal pergunta, foi então que olhei pra ele e tive coragem de perguntar, - Mas pai! Isso não resolve.... antes que terminasse a pergunta, ele sorriu e "disse vá até a janela!",e caminhando eu fui, quando cheguei enfrente a janela, aquela pequena rosa estava la dentro do enorme jarro! olhei para trás e sorrindo disse - Quem a pois aqui? e como ele tão pequena consegue caber certinho dentro desse vazo?, Então meu pai respondeu : -" Filha se lembra que eu disse que quem define o que é certo ou não sou eu? essa pequena rosa realmente não pertence a esse jarro, mas isso não impede ela de ficar ali, eu posso todas as coisas, e você sabe disso! " segurando a minha mão ele me levou ate a porta e disse, vamos ora de voltar pro seu quarto, só que gritei , sim meu pai quem a pois ali? em? Calado meu pai e levou até meu quarto e simplesmente disse : "HA Catarina, ainda não aprendeu não é? tudo tem seu tempo! ", comecei a chorar era a resposta principal pra mim, como pode essa duvida ficar assim no ar, então antes de bater a porta ele disse baixinho :-" As vezes a resposta é tão clara, que nem nos mesmo conseguimos enxergar, se você prestar bem atenção a resposta já foi dada, pensar só vai te causar mas dor ainda, dorme bem filha o sol já vem! te amo!" então abracei o travesseiro sorrindo, e pensei sim meu pai, o sol já vem! E enquanto eu dormia, no lado de fora meu pai e o jardineiro conversavam, sobre o que eu não sei, mas sei que o jardineiro estava sempre ali no outro lado da minha porta, e eu achava esse tempo todo que era o meu pai! (risos).








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